A rede de brinquedos Ri Happy entrou no domingo (18) com um pedido de recuperação extrajudicial na Justiça de São Paulo para renegociar mais de R$ 827,4 milhões em dívidas. O processo está na 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da capital, segundo a CNN Brasil.
O que se sabe
- Quem entra: além da Ri Happy, o pedido inclui a PBKids e outras quatro empresas do grupo, entre elas a de franquias e um buffet infantil.
- Adesão: credores com R$ 308,8 milhões, ou 42,2% das dívidas incluídas, já aderiram ao plano, segundo o g1, citado pela Gazeta do Povo.
- Dono novo: o pedido veio 48 dias depois de a BluSun Capital Partners anunciar a compra de 100% do grupo, segundo a Exame. Héctor Núñez voltou ao comando da empresa.
- Tamanho: o grupo tem 204 lojas próprias e 88 franquias, segundo a CNN Brasil.
Por que a empresa pediu
A Ri Happy cita os efeitos da pandemia, os juros altos, a queda nas vendas de brinquedos e a concorrência de produtos asiáticos vendidos em plataformas online. Segundo a empresa, o custo da dívida, de cerca de R$ 70 milhões por ano, ficou "incompatível com seu plano de negócios". Em 2023, o grupo já tinha renegociado R$ 292 milhões com bancos.
O que muda para o consumidor
A empresa diz que lojas e canais digitais seguem funcionando, com Black Friday e Natal mantidos. Na recuperação extrajudicial, só entram os credores incluídos no plano, geralmente bancos e grandes fornecedores. Garantias, trocas por defeito e entregas compradas continuam valendo, segundo especialistas ouvidos pelo InfoMoney. A recomendação é usar vales-presente dentro da validade.
Para as compras de fim de ano, veja como evitar golpes na Black Friday.
Fontes: CNN Brasil – Ri Happy pede recuperação extrajudicial (19/10), Gazeta do Povo (19/10), Exame (19/10), InfoMoney – o que muda para o consumidor (19/10)
Foto ilustrativa: fachada de loja da Ri Happy em shopping center. Izabella Galhardo (CC0), via Wikimedia Commons

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