A economia da China cresceu 4,5% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas do país, divulgado nesta segunda-feira (19). O resultado veio acima dos 4,4% esperados por analistas consultados pela Reuters e pela Bloomberg e acelerou em relação aos 4,3% do segundo trimestre.
Os números
Segundo a agência oficial Xinhua e o Seoul Economic Daily:
- Ano até setembro: alta de 4,6%, dentro da meta do governo para 2026, de 4,5% a 5%;
- Indústria: produção 5,5% maior, como o mercado esperava;
- Varejo: vendas 1,1% maiores, acima dos 0,6% previstos;
- Investimento: queda de 7,2% no ano; no setor imobiliário, o tombo é de 20,6%;
- Comércio exterior: superávit de US$ 938 bilhões de janeiro a setembro.
O que puxou e o que pesa
As exportações seguem fortes, ajudadas pela demanda global ligada à inteligência artificial, enquanto o consumo interno continua fraco, segundo o Seoul Economic Daily. Com o crescimento dentro da meta, analistas avaliam que Pequim tem menos pressão para lançar estímulos agressivos no fim do ano.
E o Brasil?
A China é o principal parceiro comercial do Brasil: no primeiro semestre, as vendas brasileiras para o país cresceram 21,9% e somaram US$ 58,3 bilhões, segundo dados da Secex/MDIC. Nesta segunda, o minério de ferro subiu com o dado chinês, mas as ações do setor na B3 tiveram alta limitada, segundo o InfoMoney. Veja também o calendário de balanços das empresas da Bolsa.
Fontes: Xinhua – PIB da China cresce 4,5% no 3º trimestre (19/10), Seoul Economic Daily – PIB supera previsões (19/10), InfoMoney – mercados ao vivo (19/10), Acessa.com – exportações para a China no 1º semestre (dados da Secex/MDIC)
Foto ilustrativa: Pudong, em Xangai. Ermell (CC0), via Wikimedia Commons

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