O segundo turno acontece no domingo, 25 de outubro, das 8h às 17h pelo horário de Brasília. O eleitor escolhe entre Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) para presidente; no Distrito Federal e em cinco estados (Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins), também para governador. No Rio de Janeiro não há segundo turno estadual: depois que o TSE anulou os votos de Anthony Garotinho, a retotalização deu a vitória a Douglas Ruas (PL) no primeiro turno. Veja o que conferir antes de sair de casa e as regras do dia.
Onde votar: confira mesmo se votou no 1º turno
O TSE mudou o endereço de 4.352 seções eleitorais para o segundo turno, 0,87% das 499.248 do país, segundo balanço até sexta-feira (16). Lideram São Paulo (982), Minas Gerais (514), Rio de Janeiro (431) e Bahia (312). Os motivos incluem obras, ajustes de acessibilidade e estragos de chuva e vento, segundo a InfoMoney. A consulta pode ser feita de duas formas: - Aplicativo e-Título: toque em "Onde votar". A tela mostra endereço, zona e seção e pode abrir a rota em um aplicativo de mapas. - Site do TSE: no Autoatendimento Eleitoral, entre em "Consultas" e depois em "Onde votar". O sistema pede nome, número do título ou CPF, data de nascimento e nome da mãe.
Quem pediu transferência temporária deve conferir com atenção: o pedido pode ter valido para só um turno.
Neste ano, o e-Título pode ser baixado até no dia da votação, segundo anúncio do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, mas o tribunal orienta ativá-lo antes. Para valer como documento, precisa exibir a foto do eleitor no próprio aplicativo — captura de tela não vale.
Celular fica com o mesário
O celular só pode ser usado na seção para apresentar o e-Título ou outro documento digital com foto. Antes da cabine, deve ser deixado desligado no local indicado pela mesa. Câmeras e rádios também não entram. Segundo o Ministério Público Federal, quem se recusar a entregar o aparelho não entra na cabine, e os mesários podem acionar a polícia e o juiz eleitoral. A "colinha" em papel com os números dos candidatos é permitida.
Manifestação, só individual e em silêncio
- Pode: usar camiseta, broche, adesivo ou bandeira do seu candidato, de forma individual e silenciosa.
- Não pode: aglomeração de pessoas com roupas padronizadas, distribuição de camisetas ou santinhos, comícios, passeatas, carreatas e alto-falantes.
- Boca de urna é crime: abordar eleitores para pedir voto no dia da eleição pode render detenção de seis meses a um ano, conversível em prestação de serviços à comunidade, e multa de R$ 5.320,50 a R$ 15.961,50, segundo o portal Terra.
Irregularidades podem ser denunciadas pelo aplicativo Pardal, com login pelo gov.br ou e-Título e sigilo de identidade.
Lei seca depende do estado
Não existe lei seca nacional. Cada TRE, com a Secretaria de Segurança Pública, decide se restringe a venda e o consumo de bebidas, e juízes podem fixar regras por zona ou município, segundo a Gazeta do Povo. Para o segundo turno, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e São Paulo informaram que não terão a medida. No primeiro turno, sete estados do Norte e do Nordeste adotaram restrição estadual; Pará e Amapá já a estenderam ao segundo turno, segundo a Agência Brasil. Na dúvida, consulte o site do TRE do seu estado.
Transporte: gratuito no ônibus, proibido na carona eleitoral
A Resolução nº 23.751/2026 do TSE determina transporte coletivo urbano e intermunicipal gratuito nos dias de votação, inclusive no segundo turno, com horários parecidos com os de dias úteis, segundo a Agência Brasil. As condições variam por cidade.
Já oferecer transporte a eleitores com finalidade eleitoral é crime, com pena de 4 a 6 anos de prisão e multa, segundo o MPF. Táxis e aplicativos funcionam, desde que não sejam fretados para levar eleitores.
Quem pode e quem não pode ser preso
A partir desta terça-feira (20) e até 27 de outubro, nenhum eleitor pode ser preso ou detido, salvo em três situações previstas no artigo 236 do Código Eleitoral: flagrante delito, sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou desrespeito a salvo-conduto. - Candidatos no segundo turno: protegidos desde 10 de outubro e até o dia 27; só podem ser presos em flagrante. - Mesários e fiscais de partido: têm proteção apenas enquanto exercem a função. - Em qualquer prisão: o preso deve ser levado imediatamente a um juiz, que avalia se a detenção foi legal.
Acessibilidade
O país tem mais de 1,9 milhão de eleitores com deficiência, recorde, segundo a Rádio Senado. - Prioridade: maiores de 80 anos passam na frente; depois, por ordem de chegada, idosos, pessoas com deficiência, autistas, gestantes, pessoas obesas e quem está com criança de colo. - Acompanhante: quem não consegue votar sozinho pode levar alguém de confiança à cabine, que pode até digitar os números. Basta avisar o presidente da mesa; o acompanhante não pode estar a serviço da Justiça Eleitoral, de partido ou de coligação. - Na urna: teclado com braile, áudio com fones fornecidos no local (fones próprios não são permitidos), janela de Libras e, neste ano, fonte desenhada para quem tem baixa visão. Cão-guia pode entrar na seção.
Resultados a partir das 17h
O TSE começa a divulgar os resultados às 17h de Brasília, quando a votação termina em todo o país, no portal e no aplicativo Resultados. Os números são atualizados conforme os boletins de urna chegam; não há horário fixo para o fim da apuração, segundo a CNN Brasil.
Quem não puder votar deve justificar a ausência — veja o passo a passo da justificativa.
Fontes: InfoMoney — 4.352 seções mudaram, TSE — Consulte o local de votação no 2º turno, Agência Brasil — Como consultar o local de votação, Agência Brasil — e-Título no dia da votação, Congresso em Foco — TSE anula votos de Garotinho, MPF — O que pode e o que não pode no dia da votação, CNN Brasil — Celular na cabine, Terra — Boca de urna e condutas, Gazeta do Povo — Lei seca no 2º turno, Agência Brasil — Lei seca nos estados, Agência Brasil — Transporte gratuito, CNN Brasil — Restrição a prisões, Poder360 — Eleitor não pode ser preso, Agência Brasil — Direitos das pessoas com deficiência, Rádio Senado — Urnas acessíveis, CNN Brasil — Horário dos resultados, TSE — Divulgação dos resultados
Atualização (19/10/2026): a versão anterior incluía o Rio de Janeiro entre os estados com segundo turno para governador. Após a decisão do TSE de 8/10 e a retotalização dos votos, o RJ vota só para presidente no dia 25.
Foto: Antonio Augusto/Secom/TSE (domínio público), via Wikimedia Commons. Arte: Leste Político.

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