A Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp, afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que as campanhas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) recebem "tratamento igualitário" em suas plataformas. A manifestação responde a uma decisão que obriga a empresa a garantir igualdade entre os candidatos até o segundo turno, informou o InfoMoney nesta terça-feira (20).
O que a Meta disse
- Mesmos critérios: os sistemas de recomendação aplicam as mesmas regras às duas candidaturas. A empresa enviou uma declaração técnica.
- Publicações em parceria: posts feitos em colaboração são avaliados como um só, o que impede bloqueá-los em um perfil e liberá-los em outro.
- Meta AI: a empresa reconheceu uma falha na identificação de candidatos pelo assistente e disse que ela foi corrigida.
- Revisão de anúncios: contestou a exigência de revisão humana prévia de anúncios políticos, que, segundo ela, atrasaria campanhas.
O processo
A ação foi apresentada pela campanha de Lula, que apontou restrições ao alcance de posts favoráveis ao presidente e problemas no impulsionamento. Testes de 13 de outubro indicaram que a Meta AI recusava pedidos sobre Lula, mas criava conteúdo favorável a Flávio. A campanha de Flávio também recorreu ao TSE, alegando prejuízo na divulgação de seus conteúdos. O relator, ministro Marco Aurélio Bellizze, viu falha técnica, mas, em análise preliminar, não encontrou elementos de que a diferença tenha sido deliberada.
Próximos passos
A Justiça Eleitoral ainda vai avaliar a resposta. A Meta precisa comprovar as medidas e manter critérios uniformes até domingo (25). A multa diária pode chegar a R$ 1 milhão. Leia também a decisão anterior do TSE sobre a Meta.
Fontes: InfoMoney – Meta nega favorecer Flávio e diz ao TSE que trata campanhas de forma igualitária (20/10)
Foto ilustrativa: aplicativos de redes sociais na tela de um celular. mikemacmarketing (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons

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