O presidente Lula (PT) enviou nesta terça-feira (20) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido que autoriza a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico e os de sua família. A autorização só vale se o adversário no segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL), fizer o mesmo, segundo a Agência Brasil.
O que diz o pedido
- Período: os últimos oito anos.
- Lado de Lula: inclui a primeira-dama Janja, os cinco filhos do presidente e a empresa L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações.
- Lado de Flávio: pede os sigilos do senador, da esposa, Fernanda, dos pais, Jair e Rogéria Bolsonaro, e dos irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan, além de cinco empresas ligadas a ele, entre elas uma offshore.
- Prazo: o documento pede que os dados sejam divulgados antes de quarta-feira (21), para que o eleitor "seja devidamente informado".
- Destinatário: o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques.
A origem da disputa
Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na ocasião, Flávio disse que achou a proposta "engraçada", porque Lula "não tem celular", e afirmou: "Minhas contas estão sempre abertas". O senador disse não ter nada a esconder, mas não respondeu se aceitaria abrir os sigilos, segundo a CNN Brasil. Até a publicação desta reportagem, não havia manifestação de Flávio sobre o pedido entregue nesta terça.
Em ato de campanha nesta terça, Lula afirmou: "Eu estou disposto a que a sociedade brasileira saiba quem é que é ladrão nesse país". Veja também o que diz a defesa de Lulinha sobre os sigilos entregues ao STF.
Fontes: Agência Brasil – TSE: Lula autoriza quebra de sigilo bancário se Flávio fizer o mesmo (20/10), CNN Brasil – Lula fala em quebra de sigilo; Flávio responde (18/10)
Foto ilustrativa: sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília. Senado Federal (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons

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