A decisão do corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, que proibiu o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e o empresário Pablo Marçal (PRTB) de republicar conteúdos vetados pela Justiça incluiu um trecho de vídeo que o plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tinha considerado lícito, segundo o Poder360.
O que aconteceu
- O vídeo: uma peça de Flávio Bolsonaro (PL) comentava uma fala de Lula de 29 de agosto sobre garis e associava Lulinha, filho do presidente, à fraude do INSS.
- O plenário: em 15 de outubro, o TSE derrubou o vídeo. Prevaleceu o entendimento do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, de que não há fatos comprovados ligando Lula à fraude do INSS, mas de que a fala sobre os garis faz parte do debate eleitoral.
- O corregedor: na decisão de segunda-feira (19), Cueva proibiu republicar "fragmentos de discurso de Lula editados para lhe atribuir postura preconceituosa em relação a garis". A decisão atendeu a um pedido da coligação de Lula.
O que dizem as partes
A assessoria do TSE afirmou que não se manifesta sobre casos em análise, e o gabinete de Cueva não respondeu ao Poder360. A reportagem não traz manifestação da campanha de Flávio. Em 13 de outubro, o TSE havia decidido que um trecho ilícito basta para remover uma peça inteira de propaganda.
Leia também a decisão que proibiu Nikolas e Marçal de republicar conteúdos removidos.
Fontes: Poder360 – Corregedor do TSE veta conteúdo de Flávio que o Tribunal disse ser lícito (20/10)
Foto ilustrativa: aplicativos de redes sociais na tela de um celular. mikemacmarketing (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons

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