O governo da Alemanha convocou na segunda-feira (19) o embaixador do Irã, Majid Nili Ahmadabadi, depois que um tribunal de Hamburgo condenou dois homens por planejar o assassinato de líderes de entidades judaicas. Segundo a corte, o plano foi dirigido pelo serviço de inteligência iraniano, informou a Al Jazeera.
A condenação
- Os alvos: Josef Schuster, presidente do Conselho Central dos Judeus na Alemanha, e Volker Beck, presidente da Sociedade Teuto-Israelense.
- Os réus: um dinamarquês identificado como Ali Hassan S. pegou oito anos e meio de prisão. Um afegão recrutado como cúmplice, quatro anos e meio. Os dois foram presos na Dinamarca no ano passado e extraditados.
- A conclusão: o juiz falou em "atividades terroristas orquestradas pelo Irã". A sentença saiu na quinta-feira (15).
A reação alemã
O Ministério das Relações Exteriores da Alemanha disse que o Irã não terá permissão para "ameaçar nossa sociedade livre" e que as tentativas de assassinato "terão consequências legais".
O que diz o Irã
Teerã convocou o embaixador alemão, Axel Dittmann, e chamou as acusações de "alegações políticas sem fundamento". Em nota publicada pela agência oficial Irna, o governo iraniano disse que acusar o país de crimes de segurança é uma tática antiga de Israel e de alguns países ocidentais.
Fontes: Al Jazeera – Tehran rejects any role in plot to kill leaders of German Jewish groups (19/10)
Foto ilustrativa: Tribunal Regional Superior Hanseático, em Hamburgo. Flocci Nivis (CC BY 4.0), via Wikimedia Commons

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