O Grupo Abra, dono da Gol e da colombiana Avianca, quer crescer por meio de parcerias em vez de colocar muitos aviões novos no mercado. Segundo o diretor financeiro, Manuel Irarrazaval, o grupo poderia lançar 50 aeronaves, mas isso "não fazia sentido". A declaração foi dada no fórum da associação ALTA, no México, segundo a Reuters, publicada pelo InfoMoney.
A estratégia
- Custos: Irarrazaval citou a alta dos combustíveis e dos juros e disse que "é preciso escala".
- Parcerias: o exemplo é o acordo com a chilena Sky.
- Modelo: para ele, o modelo puramente de baixo custo já não funciona bem na América Latina. O grupo quer oferecer de assentos baratos a classe executiva, em voos domésticos e internacionais.
Rio e longa distância
O Rio de Janeiro ganha peso como centro de voos de longa distância, com classe executiva para Nova York e Buenos Aires. O grupo tem encomendas de aviões de fuselagem larga Airbus A350 e A330 para a estratégia internacional.
Abertura de capital
A Abra já anunciou planos de oferta inicial de ações (IPO), sem data definida e dependendo das condições de mercado. No mesmo fórum, a Airbus projetou que o número de passageiros no Brasil deve dobrar até 2045. Veja os números da projeção.
Foto ilustrativa: Boeing 737 da Gol em voo no Rio de Janeiro. HELIO BASTOS SALMON (CC0), via Wikimedia Commons

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