Dados sigilosos do SmartSampa, a plataforma de monitoramento por câmeras da Prefeitura de São Paulo, ficaram expostos em um repositório público na internet por cerca de 11 meses. Com as informações, pessoas sem autorização poderiam acessar mais de 58 mil câmeras ligadas ao sistema, segundo reportagem do UOL citada pelo InfoMoney nesta terça-feira (20).
O que vazou
- Senhas: logins e senhas de 181 usuários autorizados.
- Agentes: dados de mais de 6 mil agentes de segurança.
- Imagens acessíveis: segundo a reportagem, havia imagens de crianças em escolas, pacientes em hospitais públicos e agentes da Guarda Civil Metropolitana em suas bases.
- Remoção: os dados foram retirados do ar depois da reportagem.
O que diz a Prefeitura
A gestão do prefeito Ricardo Nunes atribuiu o caso a um "vazamento ilegal de dados por parte de um servidor". Segundo a Prefeitura, o servidor foi identificado e afastado, e a Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana investiga. A administração afirma que não há "nenhuma fragilidade nos mecanismos de segurança da plataforma" e que passou a exigir senhas únicas e verificação em duas etapas.
O sistema
O SmartSampa foi lançado em 2024 e é peça central do plano de segurança da cidade, com custo estimado em R$ 10 milhões por mês. O último relatório de transparência, de novembro de 2025 a maio de 2026, credita ao sistema 781 prisões, 94 pessoas desaparecidas localizadas e 1.716 veículos apreendidos.
Foto ilustrativa: câmera de monitoramento em rua (foto ilustrativa). Hans Wolff (Public domain), via Wikimedia Commons

Comentários
Postar um comentário