A redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado entre 2023 e 2026 evitou R$ 1,16 trilhão em danos climáticos no mundo, segundo estudo do economista Bráulio Borges, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas, divulgado pela Agência Brasil nesta terça-feira (20).
Como foi a conta
- Comparação: o estudo compara o desmatamento de 2023 a 2026 com um cenário em que o ritmo de 2019 a 2022 tivesse continuado.
- Área poupada: cerca de 22,3 mil km², pouco mais que o estado de Sergipe.
- Emissões evitadas: 1,49 bilhão de toneladas de gases de efeito estufa.
- Preço do carbono: o cálculo usa o custo social do carbono de US$ 145 por tonelada. Com outros parâmetros, o ganho vai de R$ 621 bilhões a R$ 9,8 trilhões.
- Para o Brasil: de R$ 67 bilhões a R$ 192 bilhões. O estudo não inclui efeitos sobre chuvas, hidrelétricas e biodiversidade.
Para Borges, sem levar o custo do carbono em conta, as decisões públicas ficam baseadas em uma contabilidade que "enxerga apenas metade do balanço".
Os dados do Inpe
Os números oficiais, do sistema Prodes, foram divulgados em 16 de outubro e vão de agosto de 2025 a julho de 2026:
- Amazônia: 3.335 km² desmatados, queda de 41,8%. O Pará lidera, com 1.130 km².
- Cerrado: 5.516,69 km², queda de cerca de 24% e menor área desde o início da série do bioma, em 2001. O Maranhão lidera, com 1.718,59 km².
Segundo o ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, o governo quer levar a expansão agropecuária para áreas já desmatadas, de acordo com o Poder360.
Fontes: Agência Brasil – Queda de desmatamento no Brasil gera R$ 1,16 trilhão à economia global (20/10), Poder360 – Desmatamento cai na Amazônia e no Cerrado em 2026 (16/10)
Foto ilustrativa: área desmatada na floresta amazônica. Ministério da Defesa (CC BY 2.0), via Wikimedia Commons

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